Sabe aquele dia que você não queria que tivesse existido? Ontem foi um destes dias para mim...
Dia que você não percebe ter sido tão nocivo, até que tudo venha por água abaixo e você perceba o que tanto fez de errado. Mas esse sempre foi um os meus piores defeitos, e nem todos gostam de defeitos, ou melhor ninguém gosta, mas existem pessoas que não os aceitam. Eu já fui uma dessa pessoas que não aceitava, mas logo percebi: Como posso não aceitar os defeitos dos outros, se eu tenho muitos? E tenho o pior de todos, que é o de magoar pessoas com quem realmente me importo e não perceber isso. Isso já me trouxe inúmeras dores de cabeça e hoje me traz mais uma, coisa que demora a passar, porque independente do tempo que haja, existem coisas que não se esquecem nunca, apenas são substituídas por outras, que espero que sejam melhores.
Tudo que se faz, nunca volta atrás, existem arrependimentos, mas nenhuma substituição. Tudo sempre terá o seu lugar, seja num presente que insiste em jogar isto na cara de diversas formas, ou na nossa memória quando percebemos o quão pequenos somos para tudo o que desejamos fazer. Surge naqueles momentos, onde acordamos de madrugada e percebemos tudo o que perdemos por algo que fizemos, quando estamos sozinhos, pois nada camufla a nossa dor, pelo silêncio daqueles que foram afetados pelos nossos erros.
O silêncio... Algo que em muitos momentos faz tão bem, em outros torna-se pior do que qualquer palavra agressiva. Ele é aquele que nos conforta quando estamos sozinhos e bem com nós mesmos, mas é o mesmo que faz com que desejemos nem acordar quando estes nos ferem profundamente.
Feridas, estas também são causadas pelo que fizemos aos outros, quando estes exigem o troco pelo que fizemos, transportando a nós toda a dor que lhe causamos. Mas vale realmente fazer isto? As vezes sim, as vezes não. É claro que merecemos pagar pelo mal que causamos aos outros, mas se pensarmos dessa forma não será sempre um bate e volta? E se assim for, isso nunca vai parar, porque um sempre vai querer que o outro sinta o que sentiu, mas a cada vez com mais intensidade e isto certa hora vai tornando-se insuportável, principalmente para aqueles que mais sentem o que os outros fazem...
Sentir, ter pessoas perto de você, ter alguém acreditando que você pode mais, que você é a pessoa certa... Não sei se isso realmente é tão bom assim, porque quando você possui defeitos, tal como o meu, você sabe que vai estar em algum momento fazendo a coisa errada, decepcionando os outros, fazendo mal a eles e uma hora você não consegue mais esconder os seus defeitos, o que pode ser insuportável para os outros.
Pode-se estar machucando alguém, sem ao menos perceber isso, o obrigando a fingir estar tudo bem para não lhe fazer mal... Mas faz, muito mais mal do que qualquer outra coisa, pois o pior não é alguém fazer mal ao outro, mas fazermos mal a nós mesmos, porque sabemos que fizemos isto aos outros.
E quando vemos o mal que fazemos aos outros, nos sentimos pior do que tudo, e não desejamos fazer mal a mais ninguém, mas sabemos que esta é uma tarefa impossível, pois vivemos cercados de pessoas. A única escapatória para não fazermos mal a mais ninguém é a de sermos sozinhos e sabermos que se formos prejudicar alguém, apenas prejudicaremos a nós mesmos.
Mas será que se é possível viver sozinho mais uma vez, se as pessoas que estão à nossa volta, tornaram o nosso próprio mundo?
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