quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não há jeito, existem pessoas que por mais que tentemos, não conseguem ter uma segunda chance. Estas pessoas haviam conquistado lugares únicos, mas hoje são despejadas de seu lugares, por não os merecerem.
Dizem que devemos amar nossos pais, mas até que ponto podemos amar alguém que abandona a sua família para ficar com uma menina mais nova que suas próprias filhas? Que por mais motivos que possua, se esquece delas porque já não são importantes? Não consigo mais tentar achar motivos para que você continue sendo amado, e não consigo achá-los porque eles não existem.
Me lembro muito bem de quando temia que não estivesse mais comigo, de quando temia lhe abandonar, pois era o que mais amava e mais admirava, mas hoje não preciso temer por isso, você se foi e eu não quis fazer nada para impedi-lo porque não valia a pena. 
Te vejo e não te reconheço, é como se você tivesse perdido a memória dos anos que passamos juntos, é como se fosse estivesse preso à um feitiço que lhe tirasse sua personalidade. As pessoas te conhecem e te admiram, porque para elas você é a pessoa mas dócil que existe, mas para mim, que sou sua filha, esse tratamento não é aplicado. Talvez seu eu fosse uma estranha, você me trataria assim, porque eu não teria me importado com você.
Mas hoje, após a tristeza que me causou, novamente, eu desisto de você, eu desisto de tentar achar motivos que me levem a admirá-lo, a querer lhe ver e conversar contigo. Você fez suas escolhas, erradas e irresponsáveis, mas elas são suas e não posso obrigá-lo a lembrar de mim, alguém que há tempos já esqueceu. 
Quando sofremos demais, todo o amor que sentimos por aquele que nos fez sofrer acaba e a única coisa que desejamos é se afastar delas. Me desculpe pai, mas não há lugar mais para você na minha vida, assim como você não tem mais lugar na sua para mim.